É preciso observar que, assim como a América, o resultado das últimas eleições no Brasil faz do Nordeste um enclave de esquerda e/ou do populismo de esquerda. Nós já dissemos isto. Como pensa o ministro Delfim Neto, é incrível como o Brasil cresceu a taxas vergonhosas, irrisórias, nos últimos 12 anos. Para ele, se não se cercar de políticas compensatórias, tipo Bolsa Família, Agricultura Familiar e Luz Para Todos, enquanto não consegue gerar empregos, nenhum Governo (ou país?) resistirá muito tempo. Políticas compensatórias desse porte encravaram a esquerda no Nordeste, assim como na América Latina (vide o exemplo do México) talvez porque, como já dissemos em outro editorial, famintos não tomam conhecimento das leis de mercado. E não presenteiem a um sujeito com fome “O Capital”, de Karl Marx. Ele pode comer o livro. (Delfim Neto, 2006)
Se joga em cima de quem recebe o beneficio o problema, a causa da pobreza...
Várias então, são as hipóteses pelas quais um sujeito inserido na vulnerabilidade social, em espécie econômica, não frequenta as aulas. Obviamente, a família não pode perder um benefício que, humanamente é um direito seu enquanto excluída socialmente. Devem-se tomar outras medidas que venham a inserir novamente esses adolescentes e jovens na escola. Mas compensá-los o “mérito” de estar frequentando a escola com Bolsa-família, é gritante.
É importante ressaltar, conforme nos elucida Iamamoto (2007) que o ponto central de tais contradições encontra-se na integração entre grupos industriais monopolistas e as instituições financeiras (bancos, seguros privados, fundos mútuos, etc) visando à expansão dos lucros para o futuro, via especulação, em detrimento da aplicação no capital produtivo, acompanhada numa redução bruscas nos postos de trabalho. O capital financeiro, surgido dessa articulação, tornou-se paulatinamente o cerne do controle do conjunto da acumulação capitalista, tornando as “relações sociais entre o capital e o trabalho praticamente invisíveis” (XAVIER, 2008, apud IAMAMOTO, 2007, p. 21).
O objetivo de nosso trabalho é apresentar uma análise sobre como, diante das novas
configurações da questão social, que produziram marcas profundas no mercado de
trabalho, os programas de transferência de renda aos cidadãos pobres, em espacial o
Programa Bolsa Família (PBF), acaba por servir como elementos de estímulo à reprodução
da pobreza ou ampliação do trabalho informal. Para tal apresentaremos o detalhamento do
desenvolvimento da pesquisa de iniciação científica vinculado ao projeto “As ‘Novas’
Expressões da Questão Social no Brasil Contemporâneo”, constando dos dados levantados
sobre o PBF, sua comparação com programas correlatos na América Latina e consideração
finais com apontamentos sobre a relação entre programas de transferência de renda e
mercado informal no Brasil.
Em termos orçamentários e financeiros (da ordem de R$ 13,7 bilhões, com cerca de R$
12,4 milhões de famílias atendidas no território nacional) coloca em caso um grande
debate, visto por setores da sociedade como uma intervenção negativa do Estado que com
a concessão de benefícios impede as pessoas de buscarem alternativas para se autosustentarem
e por outro, é visto como instrumento para realização de direitos humanos
como o da alimentação e nesse caso seria criticado no que se refere aos seus
condicionantes.
O objetivo de nosso trabalho é apresentar uma análise sobre como, diante das novas
configurações da questão social, que produziram marcas profundas no mercado de
trabalho, os programas de transferência de renda aos cidadãos pobres, em espacial o
Programa Bolsa Família (PBF), acaba por servir como elementos de estímulo à reprodução
da pobreza ou ampliação do trabalho informal. Para tal apresentaremos o detalhamento do
desenvolvimento da pesquisa de iniciação científica vinculado ao projeto “As ‘Novas’
Expressões da Questão Social no Brasil Contemporâneo”, constando dos dados levantados
sobre o PBF, sua comparação com programas correlatos na América Latina e consideração
finais com apontamentos sobre a relação entre programas de transferência de renda e
mercado informal no Brasil.
Em termos orçamentários e financeiros (da ordem de R$ 13,7 bilhões, com cerca de R$
12,4 milhões de famílias atendidas no território nacional) coloca em caso um grande
debate, visto por setores da sociedade como uma intervenção negativa do Estado que com
a concessão de benefícios impede as pessoas de buscarem alternativas para se autosustentarem
e por outro, é visto como instrumento para realização de direitos humanos
como o da alimentação e nesse caso seria criticado no que se refere aos seus
condicionantes.
Fonte:
http://rudineiaugusti.blogspot.com/2010/01/politica-compensatoria-ou-fracasso.html
http://www.jornalpequeno.com.br/2006/12/5/Pagina46707.htm Delfim Neto, 2006.
http://www.estudosdotrabalho.org/anais-vii-7-seminario-trabalho-ret-2010/Ana_Paula_Xavier_e_Silene_de_Moraes_Freire_trabalho_%20e_polticas_compensatorias_no_brasil_um_debate_necessario.pdfTRABALHO E POLÍTICAS COMPENSATÓRIAS NO BRASIL: UM DEBATE NECESSÁRIOAna Paula Xavier, Graduanda em Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ), e bolsista de Iniciação Científica UERJ (2007/2008).
Dra. Silene de Moraes Freire, Professora adjunta da Faculdade de Serviço Social UERJ,
Procientista e Coordenadora do Programa de Estudos de América Latina e Caribe
(PROEALC) e da Pós-graduação em Serviço Social da UERJ
http://www.estudosdotrabalho.org/anais-vii-7-seminario-trabalho-ret-2010/Ana_Paula_Xavier_e_Silene_de_Moraes_Freire_trabalho_%20e_polticas_compensatorias_no_brasil_um_debate_necessario.pdfTRABALHO E POLÍTICAS COMPENSATÓRIAS NO BRASIL: UM DEBATE NECESSÁRIOAna Paula Xavier, Graduanda em Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ), e bolsista de Iniciação Científica UERJ (2007/2008).
Dra. Silene de Moraes Freire, Professora adjunta da Faculdade de Serviço Social UERJ,
Procientista e Coordenadora do Programa de Estudos de América Latina e Caribe
(PROEALC) e da Pós-graduação em Serviço Social da UERJ